Funai e MME querem videoconferência com indígenas para avançar com linhão de energia na Amazônia

Em meio à pandemia da covid-19 e à fragilidade extrema dos povos indígenas no enfrentamento da doença, a Funai e o MME pressionam mais de 2 mil indígenas que vivem em Roraima para prosseguirem no processo de licenciamento de uma linha de transmissão que corta suas terras. Depois de ter o acesso à terra indígena Waimiri Atroari rejeitado pelos indígenas no fim de julho, devido ao medo de contaminação pelo coronavírus, a Funai voltou à carga nesta semana, afirmou aos indígenas que há protocolos de segurança disponíveis para proteção e alegou que só falta o aval dos índios para liberar a obra. Por meio da Lei de Acesso à Informação, o Estadão teve acesso a um ofício enviado aos indígenas na última quarta-feira, 9. O documento traz não só a assinatura do presidente da Funai, Marcelo Augusto Xavier, como também de representantes da Casa Civil e do Ministério de Minas e Energia. (O Estado de São Paulo – 14.09.2020)