Leilão da transmissora CEEE-T deve atrair ao menos seis grandes nomes do setor

O leilão de privatização da transmissora de energia CEEE-T, agendado para 16 de julho, deve ter forte competição e atrair a presença dos principais grupos do mercado, segundo analistas de mercado e pessoas próximas à negociação. O valor mínimo pela empresa é de R$ 1,6 bilhão. A expectativa positiva para o certame é decorrente das características do ativo, que soma 56 subestações e mais de 6.000 quilômetros de linhas de transmissão. Na disputa, espera-se a participação de empresas como a CPFL e a Eletrosul, uma vez que elas teriam a possibilidade de obter sinergias com outras instalações nas áreas de geração, distribuição e transmissão no Estado do Rio Grande do Sul. No entanto, é esperada a presença de grupos como a Equatorial Energia, que comprou a área de distribuição da CEEE no leilão realizado no final de março, e a Neoenergia, uma vez que a empresa tem se mostrado compradora no mercado. O ex-presidente do grupo CEEE, Gerson Carrion, também acredita que haverá forte demanda pela estatal. Segundo ele, a empresa é considerada “a joia da coroa”, uma vez que tem se mostrado lucrativa e possui ativos estratégicos para a integração energética do Estado do Rio Grande do Sul, especialmente em um momento no qual o intercâmbio de energia ganha mais relevância. Carrion, no entanto, mostra-se crítico da privatização, e acredita que os valores que têm sido colocados pelo governo estadual, controlador da empresa, estão aquém do valor real do ativo. Além da competição pelos ativos, o leilão também deve ter judicialização. De acordo com representantes dos funcionários da companhia, um grupo de advogados já estaria avaliando as medidas cabíveis contra o processo de privatização. (Broadcast Energia – 23.06.2021)