Uma das principais mudanças impostas pelo projeto da Lei Geral do Licenciamento prevê o enfraquecimento de regras nacionais que hoje vigoram sobre o setor, repassando a governos estaduais e municipais atribuição de definir qual tipo de empreendimento precisará de licença ambiental e qual processo será aplicado em cada caso. Um dos receios de se fazer isso, é que, passe a existir uma crescente fragilização das regras ambientais, dado que cada local tende a flexibilizar, cada vez mais, as suas regras no intuito de atrair mais empreendimentos. Segundo a análise da Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e especialista sênior em políticas públicas da organização Observatório do Clima, a mudança vai estimular uma competição predatória entre os estados. (O Estado de São Paulo – 12.05.2021)